React | Universal | Flux

Boas práticas, HTML, Javascript, Uncategorized Leave a reply

Olá, tudo bom?

A pegada de hoje é React.

Estou brincando com essa criança há algum tempo, mas criando coragem para escrever algo aqui.

Pra começar, vamos conhecer o bichinho:

 

Sério, no começo dá muito susto: “Ah Deus!? O que esse DIV está fazendo no meio do meu Javascript?”

Bom, é essa a pegada mesmo. A minha visão é bem simples: Se está tudo junto, fica mais fácil manter. (Mas é opinião totalmente pessoal).

Bom, eu gosto de usar o Webpack e realmente é um tédio configurar tudo

Certo, mas o que é o React? Um novo framework tipo Angular? NOOOOOOOOOOOO.

O React é uma biblioteca e o objetivo não é fazer muita magia. Basicamente, o pessoal do Facebook pegou o JSX (que nem é assim tão novo), juntou com o conceito de componentes, máquina de estados com um lifecycle definido e abstraiu o DOM, para oferecer uma ferramenta de grande performance no desenvolvimento de aplicações web.

Mas sozinho o React é só uma lib que ajuda a fazer componentes. A pegada monstro é justamente o conjunto de coisas que usamos com ele.

Como ele é abstrato, 100% em JS, todo o processamento pode correr solto do DOM e, portanto, do navegador. Isso significa que o seu Node.js rodando no servidor pode processar uma página inteira em React e cuspir tudo no output direto no HTML. o.O pode isso mesmo produção? Sim, chamam-se universal apps. A pegada é você renderizar o elefante no server-side e o front-end assume daí, melhorando a experiência da primeira carga e ajudando no SEO.

Bom, se ele pode rodar no servidor, então entramos no universo dos isomórficos, que são utilitários em JS que foram pensados para se comportar de maneira compatível com o navegador e com um ambiente back, tipo Node. Um exemplo disso é o isomorphic-fetch, uma lib que porta o fetch da W3C para a filosofia e permite requisições http com a mesma API dos dois lados.

Certo, então vamos sumarizar: O React é uma biblioteca para fazer componentes em JSX e que pode rodar no servidor.

Ok, mas com isso ainda não dá para fazer uma aplicação realmente atraente. Então, de novo o pessoal do Facebook idealizou o Flux, que também não é um framework, mas sim uma filosofia de arquitetura para a estruturação de uma aplicação web (Ahn?!).

Diagrama do Flux

(fonte: Site do Flux)

O Flux é a forma com a qual a sua aplicação trafega os dados. Assim como o Angular tem todo aquele way-of-life e filosofia, com o Flux você arquiteta a sua aplicação de forma transparente os dados em apenas uma direção.

Basicamente, não tem two way data binding (tá, tem, mas vamos colocar que não, pois é melhor assim). Os dados são consumidos de Stores pelos componentes e, quando uma ação for modificar o estado da aplicação, ela envia uma mensagem para uma função que irá cuidar de atualizar a Store… dessa maneira, todo o estado da aplicação fica seguro e mais fácil de ser mantido, já que não está em uma festa distribuída de objetos, largados no seu app.

Mas pera pera pera… e o tal estado da máquina de estados do componente? A idéia é que, com o Flux, você abstraia o estado do componente no estado que ele irá receber. (Isso é muita adrenalina de uma vez só).

Para ficar ainda mais bonito, a gente enfim encontra o ES2015, cheio de habilidades superpoderosas, que irão ajudar no desenvolvimento.

Assim,

– O React ajuda a fazer componentes;
– Com o Node eu renderizo minha aplicação no servidor;
– Os dados trafegam de maneira segura e são armazenados segundo a filosofia do Flux;
Tudo isso bonitinho com ES2015.

Isso!

Conclusão

Sua aplicação fica mais performática (não espera mágica tá… depende de você seguir direitinho a pegada), você tem uma grande variedade de componentes que já existem e facilidade de criar os seus e, enfim, fica mais rápido desenvolver na web e até mobile e desktop.

Até mais.

Ps. E olhe, React é bonito, mas ficar configurando o ambiente acaba ficando bem chato, então, se você quer começar a programar nisso, é bom que encontre um bom projeto base ou use um gerador #ficaadica

Relatos de Phonegap

Coisas aleatórias, HTML, Javascript Leave a reply

Olá, tudo bom?

Poxa, abandonei este blog por um bom tempo, confuso com um TCC e trabalhando… mas conversando com um camarada, senti uma iluminação: “vou copiar essa conversa no meu blog”.

Quero deixar claro que o que estou colocando aqui é fruto da minha experiência com Phonegap e talvez vocês tenham alternativas, mas ainda eu não as achei (comentem se tiver). Então, estou jogando algumas das vivências e espero que ajudem.

Vamos começar deixando claro que tenho regras aqui:

  • A primeira regra do clube do Phonegap é nunca usar jQuery;
  • A segunda regra do clube do Phonegap é NUNCA usar jQuery; (use Zepto, se for assim tão necessário)
  • A terceira regra é: sempre usar yeoman para gerar seus projetos;
  • A quarta regra é: sempre usar grunt ou gulp;
  • A quinta regra é: SPA com REST;
  • A sexta regra é: se esta é a primeira vez que ouviu sobre Phonegap, você tem que experimentar!!!

Animação e Frufru

Bom, depois disso, devemos entender que o maior inimigo do phonegap é animação e principalmente com jQuery. Não quero dizer que não dá, nem que não é bom, o fato é que para animar bem e ficar “liso” como vemos um código nativo, não vai ser assim tão simples. Quanto maior o projeto, mais difícil colocar coisas felizes e animadas.

3D nem se diga, eventualmente você consegue, não aconselho.

Sombra? Não abuse do blur… box e text shadows são ameaçadores.

Gradientes funcionam e não afetam tanto a performance… se seu dispositivo alvo excluir os Androids 2.X, que simplesmente ignoram a maior parte das features de gradiente. (Sinceramente, Android 2.X é o IE 6 das webviews.. eles e os dispositivos da Samsung que gostam de se comportar mal com quase tudo que era para dar certo)

Minha dica é sempre usar os vendor prefixes, pelo menos para todas as regras mais legais. O Grunt pode te ajudar a aplicar, com algum dos inúmeros plugins para css.

Segurança

Eu estava lá, feliz e contente com meu projeto, até que um dia TUDO PAROU. Segurança é a palavra! Quando você usa um script com um src apontando para fora do projeto, você precisa autorizar. Certo, a culpa foi deste safado: <meta http-equiv=”Content-Security-Policy” content=”..”>

Para usar qualquer coisa que pareça muito mágica ou especial, fique atento à segurança, se não estiver configurado no config.xml, provavelmente está em outro lugar.

Navegador

Quando você está com o navegador para testar sua aplicação, não esqueça que os plugins não estão lá. Então, faça mocks dos plugins mais importantes, pelo menos para um desenvolvimento mais fácil.

Atualmente o phonegap tem solução tanto para usar o serve quanto para testar direto nas plataformas como Windows Phone, Android e iOs

Google Maps

Então, você vai e ativa a API de mapa do Google, todo ansioso para fazer seu aplicativo. Abre o editor, coloca o mapa e põe a URL com sua chave de API e o primeiro erro é sobre o domínio. Bom, você está desenvolvendo, então vai no Google e põe “localhost”, mas aí está a pegadinha… Com o phonegap, seus arquivos são servidos no file://, não suportado pela API. A solução? Finge que a chave não existe e conviva na fé de que o google não vai contabilizar os acessos. Lembre-se: os termos do Google exigem que você pague para usar o maps em qualquer projeto de rastreio, o que inclui aquele aplicativo de taxi, o outro de monitoramento de carga e até o app que você acha que ninguém pensou antes, que rastreia o fretado e te avisa para correr.

SVG

Quer fazer coisas legais? Use SVG, mas cuidado, a especificação funciona na maior parte dos dispositivos, mas com peculiaridades. O iOs não reconheceu um path com um vazado no meio, e deu muito problema com muitos ícones no mapa, por exemplo.

Debug

Quer debug? O Weinre é uma boa pedida, mas o chrome://inspect é a melhor opção. Conecte o dispositivo via USB e coloque no chrome essa URL e seja feliz. Outra saída bacaninha é o VorlonJs, mas não mexi muito.

Cordova

Você acha que precisa só instalar o phonegap via npm? Não, você vai precisar do cordova também, então trate de dar um npm install -g cordova antes de se descabelar.

Webkit

Então, se phonegap usa a webview, simples, o Android e o iPhone usam Webkit, sua vida está feliz… SQN. Se sua aplicação for tímida e tiver pouca visão, fique feliz nestas duas plataformas, mas o Windows Phone é uma alternativa (Eu tenho um WP e gosto muito dele, ta!?) e ele não usa Webkit. Portanto: teste sempre em todas as plataformas que puder.

Plugins

Não se atenha apenas a instalar o plugin, verifique se está no config.xml. Ferramentas de build, como o Phonegap Build usam o arquivo e, na hora da verdade, o aplicativo gerado não vai funcionar.

Touchend vs Click

A tela do seu celular não tem mouse. Touch é touch e, se você acha que o click é o mesmo que o touch, não é. Use um framework como o  Hammer ou se contente com o touchstart/touchend para acionar seus eventos de toque.

Leiaute

Camaradinha, iPhone não é Android e nenhum dos dois é Windows Phone. Se você vai fazer um build único para as três plataformas, pelo menos seja original e faça algo bizarro que assassine 5 ou 6 heurísticas de Nielsen, mas não tente enfiar a cara de um no outro.

Tela branca

Se algo der errado na inicialização do javascript, você será presenteado com uma linda e gigante tela branca (ou preta, dependendo da plataforma). Para isso, garanta que nenhum código arriscado, como acesso à API ou que gere erros seja executado antes do seu leiaute ser montado. No mínimo, faça uma SplashScreen em HTML para dar um bizú e fingir que tudo ficou bem.

Framework

Quer fazer um app de verdade, use um framework de verdade. Isso é uma aplicação, não um site, então, escolha um framework sério e que atenda às SUAS necessidades.

Ionic é bom, é interessante, mas quebra do nada e, às vezes, não salva sua vida.

Angular 1.x é bacana, mas exige cuidado. Se você usar todos os recursos para ficar limpo e bonito, sua performance vai sair pela tangente (pegou a piada?). Com grandes poderes, grandes responsabilidades, então, eventualmente, você vai ter que machucar a arquitetura.

Estou em um affair recente com React, não por amar seu estilo ou estar atraído pela sua beleza, mas por ser estupidamente rápido em relação ao que já tentei e por ser bem divertido de programar.

Eu já brinquei com esses, mas tem outros como o OnsenUI, o próprio Backbone e o meu querido Knockout. É tudo lindo, mas lembre-se de testar sua aplicação nas suas plataformas alvo. Como um camarada (que não tem blog e só por isso não vou referenciar aqui) me disse, SPA com algum framework do MicroJS, o jogo está ganho.

Desafios

Existem muitos desafios para trabalhar com Phonegap e, normalmente, ele serve para você fazer uma aplicação muito rápido e que vá ter um carinho e atenção no futuro para ser aprimorada. Phonegap é poderoso, mas perigoso, então tome cuidado, você deve sempre ter em mente que é uma webview bem alimentada e, wep bor web, temos desafios que todo browser terá, ainda mais em um dispositivo mobile.

Conclusão

Meus colegas odeiam o Phonegap, as pessoas são céticas, existem outras opções como o Appcelerator e o Xamarin, mas o que vou fazer, é tipo relacionamento perigoso, o risco é grande, mas o amor garante a união. Então, se você quer usar o Phonegap (Estou falando 10 mil vezes Phonegap, pois quero lavar sua mente e deixar esta palavra gravada à frio em sua memória), tenha carinho e abra mão dos preconceitos. Tudo é possível fazer com ele, só depende da sua fé e paciência.

Até mais,

Dominar o Mundo

Coisas aleatórias, Motivação Leave a reply

Quando eu digo que “meu objetivo de vida é dominar o mundo”, acho que as pessoas não interpretam positivamente.

O ponto do “dominar o mundo” não significa ser um vilão super malvado em uma torre, no meio do nada, controlando capangas que maltratam e torturam os humanos.

Traduzindo melhor a definição:

“Dominar o mundo é ter o poder de influenciar, direta ou indiretamente, ao menos 1 bilhão de pessoas”

E para quê isso?

Veja, sua vida tem o quê? 80, 90 anos de expectativa? E você vai viver esses anos fazendo o quê? Enchendo a cara e reclamando do Brasil no facebook?

Este é o ponto, dominar o mundo, no meu contexto, é abrir a mente para entender que é possível mudar a sociedade, fazer algo maior do que planejar o casamento e aposentadoria. É você parar e se tocar que tem o poder fazer algo maior, mesmo que leve 20 ou 30 anos para isso.

Então, basicamente, por que não influenciar pessoas a pensar num mundo diferente?

Até já.

Web Components e Polymer

HTML, Javascript Leave a reply

Olá, tudo bom?

Faz tempo que não escrevo sobre tecnologia, então, hoje vou falar uma tecnologia que estou in love: WebComponents.

Basicamente, a ideia é você levar a reutilização ao máximo e gerar pedacinhos de código HTML, CSS e JS, para usar mais tarde. (Como o feijão que você põe em potinhos no domingo e congela para comer a semana toda, só que mantém o sabor…).

Bom, eu utilizo o Polymer para brincar com isto. Por fins produtivos, instalo meus pacotes com Bower (Falo uma outra hora dele e você pode aprender um pouco mais no próprio site). Então, vamos para o prompt (ou terminal no linux ou mac):

d:/desenvolvimento/webcomponents/teste> bower init

d:/desenvolvimento/webcomponents/teste> bower install polymer

OK! Ele vai instalar um monte de coisinhas na pasta bower_components, e é de lá que vamos importar nossa plataforma do Polymer. Para tanto, crie um arquivo HTML e referencie o script:

Pronto, daqui para frente, podemos usar nossos componentes. Claro, para fazer coisas simples, é fácil, agora, se você quiser fazer coisas macabras e monstruosas, aconselho que estude bastante o conceito de web-components.

Vamos criar um componentezinho? Que tal um botão que faz download? Não vou seguir nenhum padrão ou boa prática específico, mas existem milhares de manuais de design, estilo e etc, vamos apenas visualizar.

Bom, este é o seu elemento. Por enquanto ele não faz nada e, o name, por convenção, deve ser um nome composto e separado por travessão “-“. É por ele que você vai referenciar seu elemento Então, pense nele com carinho.

Bom, agora, como prometi, faremos um elemento simples para download. Utilizei data uri para baixarmos um arquivo de texto e encapsulei o elemento <a>.

Assim, temos um elemento que serve para fazer download. Claro, ele é simplório, serve no máximo para melhorar a semântica, mas pense em coisas grandes: um elemento para o google-maps ou uma caixa para figuras estilizada . Vamos ver como ele está funcionando?

O foco é pensar na reutilização. Existem bibliotecas para baixar elementos prontos, como a customelements.io e o github está cheio de coisas bacanas. Se você pensar que, muita coisa que fazemos no dia-a-dia poderia ser utilizada pelos outros e até por nós mesmos em nossos projetos futuros, isto pode facilitar muito a vida.

Finalmente, é isso aí. A internet já está cheia de componentes: select, input:checkbox. Todos eles são nativos dos navegadores e EXTREMAMENTE ÚTEIS. Por que não ajudar a melhorar ainda mais a vida de todos?

Até mais,

Ps. Tudo isso tem interoperabilidade com Angular.js e as outras brincadeiras que andam por aí ;).

Não somos bens, somos serviços

Coisas aleatórias, Horizontalização, Motivação Leave a reply

Olá tudo bom?

Sabe, venho pensando há muito tempo sobre algumas coisas e tentando rever alguns modos de agir que já estão arraigados na minha personalidade há anos. Desde jovem eu ouço, mais ou menos a seguinte frase:

“nós somos como produtos e nossas roupas são nossa embalagem, quando a gente se arruma bem a gente se vende bem. Você compraria um produto com uma embalagem rota e esfarrapada?”

Bom, aí eu paro, penso e realmente, concordo com alguns pontos. Primeiro, nós somos cotidianamente julgados e analisados por todos. Isto é instintivo, faz parte do senso de sobrevivência avaliar quem está perto. Há quem diga que este comportamento talvez seja preconceituoso, mas pense, se os humanos não julgassem as coisas pela aparência ou pelo que se associa, queria ver sobreviver à era do gelo, guerras, tomadas de cidades e etc…

Segundo, provavelmente tenhamos que ser julgados positivamente para cultivar relações saudáveis, já que estamos em uma sociedade de pesos e medidas, talvez nossa embalagem diga realmente muito sobre nós.

Enfim, terceiro, nós participamos da vida das pessoas como objetos em uma casa, em que se é comprado por sermos bonitos e atraentes e, quando desgastados e sem uso, somos descartados ou redirecionados a outra pessoa, que aprecie ou precise da nossa utilidade, talvez.

Bom, se você acredita nisso, bem vindo aos 80% da sociedade que tornam nosso planeta equilibrado, por serem um peso morto e sem muita relevância

NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃO

Eu não sou um objeto, nem bem, pedaço de roupa, óculos ou cabelo desgrenhado andando por aí. Eu sou um serviço, e meu valor está no resultado que eu agrego.

Pode discutir, discordar, esta é a minha opinião, pois, como serviço:

  • Temos um ciclo de vida
  • Nosso valor deve ser julgado pelo valor oferecido
  • Nem sempre o que é bonito é útil
  • Nem sempre o que é velho é descartável
  • Estamos ali, exercendo nossas atividades enquanto houver um vínculo

Quero dizer com isso que, nosso valor está nas nossas ações, nas nossas atitudes, comportamentos e, é claro, no histórico que construímos socialmente. Segundo Maquiavel, “Não basta ser, é preciso parecer” e isto pode ser muito bem aplicado à capa, mas as aparências enganam e o parecer envolve muito mais atitudes políticas e sociais do que apenas uma tênue camada superficial de roupa ou estilo.

Estamos na sociedade das tribos e dos grupos, tudo é classificado, mas também misturado. Esta camada que se forma bastaria em uma relação sem contato, interação, conhecimento ou interesse, mas somos humanos e não animais. Entre nós, é preciso conhecer uma pessoa e entender o valor que ela expressa e pode agregar nas nossas vidas e, ao contrário de um produto, não temos manual, nem começo, meio e fim definidos.

Somos serviços pois nosso valor está em nossa (con)vivência. Nosso valor está nas coisas que podemos fazer pelos outros e no passo de você abrir espaço para ser compreendido. Já passamos tempos de guerras e eras do gelo o suficiente para entendermos que fazemos parte de um grande time e não de um grupo de indivíduos. No nosso ciclo de vida podemos oferecer o máximo de nós, desempenhando atividades sem medo da concorrência, mostrando o melhor de nós para crescermos juntos.

Como serviços podemos nos apoiar, complementando uns aos outros e integrando as diferenças, somando experiências e formando uma sociedade mais madura e forte. Serviços são invisíveis, abstratos, metafísicos, mas iterativos e se constroem a cada resultado, a cada processo iniciado, durante e depois.

Finalmente, o meio empresarial tem que começar a compreender que são pessoas que estão ali trabalhando, não são máquinas, nem animais irracionais, tolhidos de expressão ou necessidades.

Enquanto nós colocarmos as pessoas no patamar de bens de consumo, continuaremos sendo substituíveis, descartáveis e mediamente produtivos.

 

Você é um sapo escaldado?

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Olá, tudo bem?

Sabia que, quando você joga um sapo na água fervendo, ele se assusta e foge. Por isso, para cozinhá-lo, é preciso colocar em água fria e, aos poucos esquentar. Tão logo o pobre sapo perceba o que acontece… já foi cozido.

Este é um pedaço relido do trabalho de Daniel Goleman, no texto “O Poder da Inteligência Emocional”. Não é de cozinha que quero falar aqui, mas de algo maior. Assim como o autor fez, a abordagem é: quão escaldado você está?

Aos poucos as pessoas caem em um ambiente frio e vão sendo escaldadas, se acomodando, aceitando coisas que vão contra suas ambições e até mesmo princípios. Vão permitindo que algumas conveniências se tornem hábitos e caindo na inércia. Assim como o sapo, acabam cozidas.

Quais são seus talentos? Quem você é e como se vê? Quais suas paixões? O quanto você se conhece e quanto está disposto a se autoconhecer?

A autogestão nasce do autoconhecimento e é uma ferramenta para fugir do status quo, que toma conta da vida dos acomodados. Ela têm papel significativo na motivação, em se levar para onde se quer.

Para tanto, é preciso saber onde se está e onde se quer chegar e, assim, seguir o caminho.

Onde estou?

Responder exige um amplo trabalho de humildade, em atender à realidade e reconhecer que somos seres emocionais, seres movidos por instintos e que não adianta tentar racionalizar erros ou nos dar desculpas para nossas falhas, mas sim admitir que falhamos e compreender isto como um passo tomado. Um passo no caminho dos nossos objetivos.

O que gosto de fazer? O que eu faço hoje? O que eu não gosto? Com quem estou perto? O que faço para atingir meus sonhos? Eu tenho sonhos? Quais minhas habilidades e, o mais difícil de ser sincero: quais eu considero ser meus defeitos e qualidades?

Ao buscarmos por nosso eu interior, comumente nos deparamos com nossos limites e possibilidades e entra aí a autoconfiança. Com estas informações já podemos reconhecer o território e levantar o que já somos e o que podemos fazer e, confiar no nosso cacife e no nosso potencial é o que vai nos levar para onde queremos ir.

Onde quero chegar?

De novo do trabalho de Goleman, onde você quer estar daqui 15 anos? Com quem e em qual ambiente? Diga sinceramente, o que você realmente quer estar fazendo em uma quarta feira ensolarada daqui 15 anos?

A autogestão exige transparência, autocontrole, adaptabilidade e superação. É preciso de iniciativa, otimismo mas, antes de mais nada, permissionamento. Torna-se atitude chave se permitir lutar pelo que seus sonhos, tomar atitudes necessárias e às vezes difíceis para alcançar objetivos e, claro, confiar.

O autopermissionamento é fruto da autoconfiança. Há quem diga que confiança é como um vaso, quando quebrado, nunca mais se conserta.

Talvez este seja um pensamento correto, mas há uma mentira escondida por trás desta afirmação.

Quando o vaso se quebra, dá espaço para uma infinidade de formas de torná-lo melhor. Deixá-lo rompido aceitando que nunca será igual é apenas mais uma desculpa para continuar se escaldando.

A confiança pode ser restabelecida através da dedicação, força de vontade e muito esforço. Mais do que isso, a confiança deve começar dentro de si, que, sendo a mais dificil, a confiança em si exige vontade de romper com a inércia.

Você quer confiar em si? Você confia em quem você é? No que pode fazer?

Para encontrar essa confiança primeiro é preciso aceitar quem se é e aí vem o ponto:
Temos que saber onde estamos e onde queremos chegar. Precisamos nos autogerir e confiar aos poucos, em passinhos de bebê.

O encanamento evolutivo

Não adianta tentar pular etapas, pois isso pode gerar um impedimento no fluxo evolutivo. Cada passo da nossa vida é importante para trazer os ensinamentos e experiências necessários no próximo nível. Como em um grande encanamento que se afunila, devemos nos polir, nos lapidar para não interromper o fluxo. Pode-se perceber que, a panela do sapo tem o bocal ligado direto no encanamento.

Somos seres sociais, portanto, interagimos e dependemos de outras pessoas, assim como elas dependem de nós. Quando paramos e interrompemos o nosso fluxo de vida, acabamos interrompendo o de quem está em volta, gerando um caos que pode causar afastamento de amigos ou familiares, término de relacionamentos ou desavenças profissionais, pelo simples fato do processo não estar andando no ritmo saudável. Seguir este ritmo é exatamente o que leva as pessoas à satisfação.

Há aqueles que não querem assumir a posição de liderança, estes se contentam em achar uma válvula e se prender a ela, sair do jogo. Estes devem arcar com as consequências de sair dos canos, de parar, de, no mínimo deixar de crescer em certo ponto. Devem ser respeitados.

Entretanto, as pessoas que tem o instinto de tomar a frente e querem sempre galgar postos altos, não só de status, mas de decisão, de liberdade, estes são os inconformados, os que buscam desafios, mudam as coisas. Eles precisam conhecer muito bem a si mesmos para cada vez mais encontrarem desafios e ajudar, não só a si mesmos, mas aos seus seguidores.

E você? Está disposto a começar a liderança, ao menos, da sua vida?

É necessário uma alta dose de autoconsciência para romper com a inércia e a desatenção, superar atos improdutivos e, através do persistente processo de buscar, se perdoar, se autogerir, você poderá chegar aonde definiu, lá em cima.

Onde você quer estar daqui 15 anos? Quer ser o sapo escaldado ou atravessar todo o encanamento? Quer continuar assim ou quer fazer algo especial?

A única coisa que nós precisamos para sermos o que sonhamos é abrirmos nossas mentes para quem somos

Até logo,

Web Resource e Fraguto 3.0

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Olá, tudo bom?

Meus queridos, a novidade que tenho é que agora não sou apenas um pássaro, mas parte de um time bacana de desenvolvimento. A Web Resource. Somos uma empresa ainda nascendo, com muita perspectiva e vontade de crescer. Se precisar de um trabalho na área de tecnologia, fazemos sistemas, aplicativos para web ou mobile, mail marketing, web site e etc. Confiram lá no nosso site.

Agora, tenho mais orgulho ainda de apresentar o Fraguto v3.0, meu site novinho saindo do forno. Para quem quiser explorar um pouco mais a mecânica dele, está com o código aberto no JsBin. Utilizei algumas referências brincando pelo github, como o Beautiful Web Type, para a página inicial. Dei uma trabalhada no conteúdo e brinquei um pouco no HTML5 e CSS3 para colocar meu logotipo. Também aproveitei um pouco dos layouts do HubSpot, pra fazer algo bem bacana. A ideia é tornar a internet mais bonita.

Então, confiram, comentem e, se precisarem, contratem a gente para produzir coisas bacanas.

Até mais,

Nozes e Evolução

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Olá, tudo bem?

Faz tempo que não escrevo nada… acho que foi algo como um branco de criatividade e uma falta de motivação… mas, hoje eu estava filosofando e percebi que precisava expressar algumas visões.

Digo que, o fenômeno mais curioso de uma sociedade como a nossa, verticalizada e baseada em interesses e influência, é a existência do famoso “puxa saco”. Sim, sabe aquele chefe, colega ou amigo que adora sorrir quando esfregam <algo> (substituam <algo> por qualquer coisa que vier à mente) na cara deles? Então.

Este indivíduo é nocivo para as relações sociais pelo simples fato de que ele é o elo mais frágil da corrente. Digo isso pois, quando a figura de poder à qual ele cria o vínculo de dependência apresenta um concorrente ou reduz a reciprocidade, a criatura troca de time, prejudicando todo o equilíbrio de uma máquina organizada.

Não me interpretem mal, pois eu não estou falando das figuras que elogiam atos brilhantes, ou os braços direito que reconhecem resultados positivos e fazem comentários pertinentes. O puxa saco é o cara que faz questão de levantar e fazer qualquer elogio só pra ganhar reconhecimento, mesmo que não tenha nexo algum que seja feito naquele momento.

Esta criatura é alimentada pela verticalização. Existe única e exclusivamente como reflexo da necessidade de se ancorar ao patamar acima, sendo o resultado banal da falta de autoestima, proveniente de uma ampla concorrência por poder e uma necessidade comum de segurança. Pensem comigo, se todo emprego ganhasse o mesmo salário e não houvesse chefes nem donos, apenas líderes e orientadores, será que haveriam tantos puxa sacos? Será que você não iria realmente fazer o que quer ao invés de ficar se pendurando nos outros?

Eu não quero dizer que eles estão aqui apenas por existir cargos de poder, mas que, se todos tivessem noção de que estão comprometidos em algo e tudo que fazem gera resultados para si mesmos, qual a necessidade de se grudar em alguém?

E mais, eles podem desenvolver dois perfis de relacionamento: Simbiose ou Parasitismo.

O simbiota é aquele puxa saco básico, que gruda ali do lado e trabalha como “papagaio de pirata”, apresentando um amor meio platônico por seu hospedeiro. Normalmente sua função causa apenas um pouco de desconforto e, enquanto ele não possuir influência ou poder, não causa grandes danos além de tornar todas as conversas informais algo meloso e desagradável.

Já o parasita, este sim é o tipo maravilhoso que acaba com a qualidade de vida da sociedade. Imagine aquele papagaio sorridente agraciando-se dos olhos de um diretor em uma empresa. O parasita recebe louros, pois acariciar alguns membros pode gerar um certo grau de confiança. Quando este indivíduo chega neste nível, começa a sugar daqueles que puxa o saco, se aproveitando para conhecer suas fraquezas e se embrenhar até o ponto de derrubar o acometido, como se tivesse valor nulo ou nunca fosse importante. Ele puxa o saco de qualquer um que possa lhe fornecer informação ou conteúdo que lhe de mais força.

Ambos modelos são destrutivos, pois pensemos bem: A sociedade capitalista exige uma evolução constante e, quando não evoluímos, caímos.

Os degustadores de nozes quebram a linha natural das coisas e acabam apagando o brilho de um potencial, substituindo-o pelo brilho de uma pepita de pirita e tudo isso pois, convenhamos, todos nós no mundo atual estamos buscando algo melhor, crescer, vencer ou simplesmente segurança e, dificilmente vamos conseguir algo por nós mesmos enquanto houverem pessoas com disposição para degustar os dedões de um ou dois figurões por aí.

Portanto pense: Se você é o puxa saco, será que sua vida não seria melhor se você estivesse realmente lutando para estar onde quer estar? E, se você é o de saco puxado, vale realmente a pena ser endeusado por alguém tão fraco de moral ou espírito?

Nós precisamos nos organizar pois, na sociedade que estamos criando, quaisquer relações podem ajudar ou destruir as nossas instituições e, unidos, sempre consegue-se mais força. Enquanto convivermos com estes insetos exteriores vagando por aí, como faremos as coisas que realmente viemos para fazer e como receberemos os resultados de acordo com os nossos atos de maneira justa? E que nos motive?

Danificar a perfeição

Coisas aleatórias, Horizontalização 1 Reply

Olá, tudo bom?

Você já se perguntou alguma vez, o que leva alguém a estragar coisas boas?

Sério, às vezes eu paro para pensar: “mas é tão fácil”. Bom, se tem um fato irrefutável é que quando estamos vendo de fora, tudo parece bem mais simples do que quando começamos a fazer.

Há alguns posts atrás eu escrevi sobre a horizontalização e sim, apoio e confirmo que além de uma empresa poder crescer e se desenvolver de forma muito mais saudável, uma administração horizontal oferece também crescimento pessoal aos envolvidos, pela simples participação conjunta, colaboração. Mas, vamos enfrentar a realidade né!? Isso tudo exige um pouco de coisas que as pessoas não têm muito de sobra: iniciativa.

Primeiramente, encontrar a tal iniciativa é partir do pressuposto de que se sabe o que faz e, portanto é necessário que haja um tanto quanto de auto confiança. O papel do chefe, do gerente, do capataz é esse, pegar um grupo seleto de pessoas inseguras e totalmente incapazes de ousar e chicotear-lhes as costas até que façam o que alguém pediu. Pior ainda é quando o solicitante sequer tem a ver com o que está no escopo da empresa ou do projeto, pois aí o gestor vira uma ferramenta do mágico “telefone sem fio”, criando ainda mais instabilidade e, portanto, inseguranças.

Quando eu me deparo com uma empresa estruturada e tudo parece lindo, começo a refletir que as grandes corporações se constroem em cima do lodo da irresponsabilidade, pressa e, principalmente, de macaquinhos dispostos a seguir a banana em troca de umas moedinhas e do medo de ficarem sós. Pra melhorar, no mundo atual ainda existem aquelas empresas que geram a aura fanática de felicidade e que a alegria se torna um mantra que cuida, fazendo com que a falta de sorriso seja o machado do carrasco.

A realidade é simples, tudo isso acontece pelo fato de que é muito mais fácil ganhar dinheiro do que prestar serviço ou oferecer qualidade. Está fácil explorar e não pensar nos outros, não pensar na “horrível sociedade suja e no sistema decrépito do blablabla”.

Me encontro o tempo todo com grandes ideias e equipes incríveis, mas a pressa do capitalismo desenfreado adotado por populações atrasadas faz com que o dinheiro seja a prioridade e o processo acaba escravizando os envolvidos.

“Ah Octo, então você não quer seu dinheiro..dá ele pra mim”

Não é esse o ponto e eu quero dinheiro sim!

Dinheiro, poder e influência são ferramentas importantes para fazer com que as coisas aconteçam e, uma ferramenta não pode ser confundida com o objetivo. Pense, de que adianta você ter dinheiro em um ambiente desgastante, fazendo parte de uma empresa com potencial que só sabe subjugar e desmotivar? Isso não é uma equipe, é parasitismo. (Lembrando que as presas do parasita são denominadas gestores na maioria das vezes). Não se tornaria muito mais gostoso ter o dinheiro e gastar com coisas que valham a pena para a pessoa? Cada um decide o que faz bem, mas se tornar escravo disso é vantajoso?

A construção da sociedade que as pessoas têm escolhido é de se fundamentar em coisas que não se têm, tentando desenfreadamente competir consigo mesmas, se destruindo e se desmotivando, forçando corporações a lhes explorar e torturar para conseguir algum avanço. Eu não posso nem sequer condenar as chicotadas afinal, convenhamos, se um jegue não ta andando filho..tá na hora de levar umas bordoadas ou pendurar uma cenourinha na frente dele.

O simples fato de destruirmos o que temos como personalidade em busca de bens, ao invés de tentar encontrar o que nos faz bem só consegue que destruamos a perfeição de viver coisas boas. Um trabalho não precisa ser um lixo e nem as empresas precisam de uma pessoa dando chibatada à toa. É tudo uma questão de iniciativa, de escolha e noção de que há algum muito maior do que o happy hour da sexta ou os 2 dias do final de semana.

Mas, como disse no começo, é muito mais fácil vendo de fora, afinal, cada um sabe o peso do que está carregando.

Assim, eu volto a dizer que a horizontalização é o caminho entretanto, enquanto nós continuarmos a nos basear em medo, fragilidades e insegurança e não tomarmos uma iniciativa para lutar pelo que acreditamos, só nos restará aguentar e ficar sonhando a riqueza que nunca vai chegar. Depende de nós.

Trabalhar faz parte da vida e temos que participar das coisas. Talvez possamos transcender e ousar criando algo novo e se envolvendo um pouco mais, se comprometendo com uma causa afinal, como dizia alguém:

Salário não enriquece ninguém!

Que tal ir um pouco atrás do que você acredita?

Até mais^^