Monthly Archives: agosto 2014

Web Components e Polymer

HTML, Javascript Leave a reply

Olá, tudo bom?

Faz tempo que não escrevo sobre tecnologia, então, hoje vou falar uma tecnologia que estou in love: WebComponents.

Basicamente, a ideia é você levar a reutilização ao máximo e gerar pedacinhos de código HTML, CSS e JS, para usar mais tarde. (Como o feijão que você põe em potinhos no domingo e congela para comer a semana toda, só que mantém o sabor…).

Bom, eu utilizo o Polymer para brincar com isto. Por fins produtivos, instalo meus pacotes com Bower (Falo uma outra hora dele e você pode aprender um pouco mais no próprio site). Então, vamos para o prompt (ou terminal no linux ou mac):

d:/desenvolvimento/webcomponents/teste> bower init

d:/desenvolvimento/webcomponents/teste> bower install polymer

OK! Ele vai instalar um monte de coisinhas na pasta bower_components, e é de lá que vamos importar nossa plataforma do Polymer. Para tanto, crie um arquivo HTML e referencie o script:

Pronto, daqui para frente, podemos usar nossos componentes. Claro, para fazer coisas simples, é fácil, agora, se você quiser fazer coisas macabras e monstruosas, aconselho que estude bastante o conceito de web-components.

Vamos criar um componentezinho? Que tal um botão que faz download? Não vou seguir nenhum padrão ou boa prática específico, mas existem milhares de manuais de design, estilo e etc, vamos apenas visualizar.

Bom, este é o seu elemento. Por enquanto ele não faz nada e, o name, por convenção, deve ser um nome composto e separado por travessão “-“. É por ele que você vai referenciar seu elemento Então, pense nele com carinho.

Bom, agora, como prometi, faremos um elemento simples para download. Utilizei data uri para baixarmos um arquivo de texto e encapsulei o elemento <a>.

Assim, temos um elemento que serve para fazer download. Claro, ele é simplório, serve no máximo para melhorar a semântica, mas pense em coisas grandes: um elemento para o google-maps ou uma caixa para figuras estilizada . Vamos ver como ele está funcionando?

O foco é pensar na reutilização. Existem bibliotecas para baixar elementos prontos, como a customelements.io e o github está cheio de coisas bacanas. Se você pensar que, muita coisa que fazemos no dia-a-dia poderia ser utilizada pelos outros e até por nós mesmos em nossos projetos futuros, isto pode facilitar muito a vida.

Finalmente, é isso aí. A internet já está cheia de componentes: select, input:checkbox. Todos eles são nativos dos navegadores e EXTREMAMENTE ÚTEIS. Por que não ajudar a melhorar ainda mais a vida de todos?

Até mais,

Ps. Tudo isso tem interoperabilidade com Angular.js e as outras brincadeiras que andam por aí ;).

Não somos bens, somos serviços

Coisas aleatórias, Horizontalização, Motivação Leave a reply

Olá tudo bom?

Sabe, venho pensando há muito tempo sobre algumas coisas e tentando rever alguns modos de agir que já estão arraigados na minha personalidade há anos. Desde jovem eu ouço, mais ou menos a seguinte frase:

“nós somos como produtos e nossas roupas são nossa embalagem, quando a gente se arruma bem a gente se vende bem. Você compraria um produto com uma embalagem rota e esfarrapada?”

Bom, aí eu paro, penso e realmente, concordo com alguns pontos. Primeiro, nós somos cotidianamente julgados e analisados por todos. Isto é instintivo, faz parte do senso de sobrevivência avaliar quem está perto. Há quem diga que este comportamento talvez seja preconceituoso, mas pense, se os humanos não julgassem as coisas pela aparência ou pelo que se associa, queria ver sobreviver à era do gelo, guerras, tomadas de cidades e etc…

Segundo, provavelmente tenhamos que ser julgados positivamente para cultivar relações saudáveis, já que estamos em uma sociedade de pesos e medidas, talvez nossa embalagem diga realmente muito sobre nós.

Enfim, terceiro, nós participamos da vida das pessoas como objetos em uma casa, em que se é comprado por sermos bonitos e atraentes e, quando desgastados e sem uso, somos descartados ou redirecionados a outra pessoa, que aprecie ou precise da nossa utilidade, talvez.

Bom, se você acredita nisso, bem vindo aos 80% da sociedade que tornam nosso planeta equilibrado, por serem um peso morto e sem muita relevância

NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃO

Eu não sou um objeto, nem bem, pedaço de roupa, óculos ou cabelo desgrenhado andando por aí. Eu sou um serviço, e meu valor está no resultado que eu agrego.

Pode discutir, discordar, esta é a minha opinião, pois, como serviço:

  • Temos um ciclo de vida
  • Nosso valor deve ser julgado pelo valor oferecido
  • Nem sempre o que é bonito é útil
  • Nem sempre o que é velho é descartável
  • Estamos ali, exercendo nossas atividades enquanto houver um vínculo

Quero dizer com isso que, nosso valor está nas nossas ações, nas nossas atitudes, comportamentos e, é claro, no histórico que construímos socialmente. Segundo Maquiavel, “Não basta ser, é preciso parecer” e isto pode ser muito bem aplicado à capa, mas as aparências enganam e o parecer envolve muito mais atitudes políticas e sociais do que apenas uma tênue camada superficial de roupa ou estilo.

Estamos na sociedade das tribos e dos grupos, tudo é classificado, mas também misturado. Esta camada que se forma bastaria em uma relação sem contato, interação, conhecimento ou interesse, mas somos humanos e não animais. Entre nós, é preciso conhecer uma pessoa e entender o valor que ela expressa e pode agregar nas nossas vidas e, ao contrário de um produto, não temos manual, nem começo, meio e fim definidos.

Somos serviços pois nosso valor está em nossa (con)vivência. Nosso valor está nas coisas que podemos fazer pelos outros e no passo de você abrir espaço para ser compreendido. Já passamos tempos de guerras e eras do gelo o suficiente para entendermos que fazemos parte de um grande time e não de um grupo de indivíduos. No nosso ciclo de vida podemos oferecer o máximo de nós, desempenhando atividades sem medo da concorrência, mostrando o melhor de nós para crescermos juntos.

Como serviços podemos nos apoiar, complementando uns aos outros e integrando as diferenças, somando experiências e formando uma sociedade mais madura e forte. Serviços são invisíveis, abstratos, metafísicos, mas iterativos e se constroem a cada resultado, a cada processo iniciado, durante e depois.

Finalmente, o meio empresarial tem que começar a compreender que são pessoas que estão ali trabalhando, não são máquinas, nem animais irracionais, tolhidos de expressão ou necessidades.

Enquanto nós colocarmos as pessoas no patamar de bens de consumo, continuaremos sendo substituíveis, descartáveis e mediamente produtivos.