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Dominar o Mundo

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Quando eu digo que “meu objetivo de vida é dominar o mundo”, acho que as pessoas não interpretam positivamente.

O ponto do “dominar o mundo” não significa ser um vilão super malvado em uma torre, no meio do nada, controlando capangas que maltratam e torturam os humanos.

Traduzindo melhor a definição:

“Dominar o mundo é ter o poder de influenciar, direta ou indiretamente, ao menos 1 bilhão de pessoas”

E para quê isso?

Veja, sua vida tem o quê? 80, 90 anos de expectativa? E você vai viver esses anos fazendo o quê? Enchendo a cara e reclamando do Brasil no facebook?

Este é o ponto, dominar o mundo, no meu contexto, é abrir a mente para entender que é possível mudar a sociedade, fazer algo maior do que planejar o casamento e aposentadoria. É você parar e se tocar que tem o poder fazer algo maior, mesmo que leve 20 ou 30 anos para isso.

Então, basicamente, por que não influenciar pessoas a pensar num mundo diferente?

Até já.

Não somos bens, somos serviços

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Olá tudo bom?

Sabe, venho pensando há muito tempo sobre algumas coisas e tentando rever alguns modos de agir que já estão arraigados na minha personalidade há anos. Desde jovem eu ouço, mais ou menos a seguinte frase:

“nós somos como produtos e nossas roupas são nossa embalagem, quando a gente se arruma bem a gente se vende bem. Você compraria um produto com uma embalagem rota e esfarrapada?”

Bom, aí eu paro, penso e realmente, concordo com alguns pontos. Primeiro, nós somos cotidianamente julgados e analisados por todos. Isto é instintivo, faz parte do senso de sobrevivência avaliar quem está perto. Há quem diga que este comportamento talvez seja preconceituoso, mas pense, se os humanos não julgassem as coisas pela aparência ou pelo que se associa, queria ver sobreviver à era do gelo, guerras, tomadas de cidades e etc…

Segundo, provavelmente tenhamos que ser julgados positivamente para cultivar relações saudáveis, já que estamos em uma sociedade de pesos e medidas, talvez nossa embalagem diga realmente muito sobre nós.

Enfim, terceiro, nós participamos da vida das pessoas como objetos em uma casa, em que se é comprado por sermos bonitos e atraentes e, quando desgastados e sem uso, somos descartados ou redirecionados a outra pessoa, que aprecie ou precise da nossa utilidade, talvez.

Bom, se você acredita nisso, bem vindo aos 80% da sociedade que tornam nosso planeta equilibrado, por serem um peso morto e sem muita relevância

NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃO

Eu não sou um objeto, nem bem, pedaço de roupa, óculos ou cabelo desgrenhado andando por aí. Eu sou um serviço, e meu valor está no resultado que eu agrego.

Pode discutir, discordar, esta é a minha opinião, pois, como serviço:

  • Temos um ciclo de vida
  • Nosso valor deve ser julgado pelo valor oferecido
  • Nem sempre o que é bonito é útil
  • Nem sempre o que é velho é descartável
  • Estamos ali, exercendo nossas atividades enquanto houver um vínculo

Quero dizer com isso que, nosso valor está nas nossas ações, nas nossas atitudes, comportamentos e, é claro, no histórico que construímos socialmente. Segundo Maquiavel, “Não basta ser, é preciso parecer” e isto pode ser muito bem aplicado à capa, mas as aparências enganam e o parecer envolve muito mais atitudes políticas e sociais do que apenas uma tênue camada superficial de roupa ou estilo.

Estamos na sociedade das tribos e dos grupos, tudo é classificado, mas também misturado. Esta camada que se forma bastaria em uma relação sem contato, interação, conhecimento ou interesse, mas somos humanos e não animais. Entre nós, é preciso conhecer uma pessoa e entender o valor que ela expressa e pode agregar nas nossas vidas e, ao contrário de um produto, não temos manual, nem começo, meio e fim definidos.

Somos serviços pois nosso valor está em nossa (con)vivência. Nosso valor está nas coisas que podemos fazer pelos outros e no passo de você abrir espaço para ser compreendido. Já passamos tempos de guerras e eras do gelo o suficiente para entendermos que fazemos parte de um grande time e não de um grupo de indivíduos. No nosso ciclo de vida podemos oferecer o máximo de nós, desempenhando atividades sem medo da concorrência, mostrando o melhor de nós para crescermos juntos.

Como serviços podemos nos apoiar, complementando uns aos outros e integrando as diferenças, somando experiências e formando uma sociedade mais madura e forte. Serviços são invisíveis, abstratos, metafísicos, mas iterativos e se constroem a cada resultado, a cada processo iniciado, durante e depois.

Finalmente, o meio empresarial tem que começar a compreender que são pessoas que estão ali trabalhando, não são máquinas, nem animais irracionais, tolhidos de expressão ou necessidades.

Enquanto nós colocarmos as pessoas no patamar de bens de consumo, continuaremos sendo substituíveis, descartáveis e mediamente produtivos.

 

Você é um sapo escaldado?

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Olá, tudo bem?

Sabia que, quando você joga um sapo na água fervendo, ele se assusta e foge. Por isso, para cozinhá-lo, é preciso colocar em água fria e, aos poucos esquentar. Tão logo o pobre sapo perceba o que acontece… já foi cozido.

Este é um pedaço relido do trabalho de Daniel Goleman, no texto “O Poder da Inteligência Emocional”. Não é de cozinha que quero falar aqui, mas de algo maior. Assim como o autor fez, a abordagem é: quão escaldado você está?

Aos poucos as pessoas caem em um ambiente frio e vão sendo escaldadas, se acomodando, aceitando coisas que vão contra suas ambições e até mesmo princípios. Vão permitindo que algumas conveniências se tornem hábitos e caindo na inércia. Assim como o sapo, acabam cozidas.

Quais são seus talentos? Quem você é e como se vê? Quais suas paixões? O quanto você se conhece e quanto está disposto a se autoconhecer?

A autogestão nasce do autoconhecimento e é uma ferramenta para fugir do status quo, que toma conta da vida dos acomodados. Ela têm papel significativo na motivação, em se levar para onde se quer.

Para tanto, é preciso saber onde se está e onde se quer chegar e, assim, seguir o caminho.

Onde estou?

Responder exige um amplo trabalho de humildade, em atender à realidade e reconhecer que somos seres emocionais, seres movidos por instintos e que não adianta tentar racionalizar erros ou nos dar desculpas para nossas falhas, mas sim admitir que falhamos e compreender isto como um passo tomado. Um passo no caminho dos nossos objetivos.

O que gosto de fazer? O que eu faço hoje? O que eu não gosto? Com quem estou perto? O que faço para atingir meus sonhos? Eu tenho sonhos? Quais minhas habilidades e, o mais difícil de ser sincero: quais eu considero ser meus defeitos e qualidades?

Ao buscarmos por nosso eu interior, comumente nos deparamos com nossos limites e possibilidades e entra aí a autoconfiança. Com estas informações já podemos reconhecer o território e levantar o que já somos e o que podemos fazer e, confiar no nosso cacife e no nosso potencial é o que vai nos levar para onde queremos ir.

Onde quero chegar?

De novo do trabalho de Goleman, onde você quer estar daqui 15 anos? Com quem e em qual ambiente? Diga sinceramente, o que você realmente quer estar fazendo em uma quarta feira ensolarada daqui 15 anos?

A autogestão exige transparência, autocontrole, adaptabilidade e superação. É preciso de iniciativa, otimismo mas, antes de mais nada, permissionamento. Torna-se atitude chave se permitir lutar pelo que seus sonhos, tomar atitudes necessárias e às vezes difíceis para alcançar objetivos e, claro, confiar.

O autopermissionamento é fruto da autoconfiança. Há quem diga que confiança é como um vaso, quando quebrado, nunca mais se conserta.

Talvez este seja um pensamento correto, mas há uma mentira escondida por trás desta afirmação.

Quando o vaso se quebra, dá espaço para uma infinidade de formas de torná-lo melhor. Deixá-lo rompido aceitando que nunca será igual é apenas mais uma desculpa para continuar se escaldando.

A confiança pode ser restabelecida através da dedicação, força de vontade e muito esforço. Mais do que isso, a confiança deve começar dentro de si, que, sendo a mais dificil, a confiança em si exige vontade de romper com a inércia.

Você quer confiar em si? Você confia em quem você é? No que pode fazer?

Para encontrar essa confiança primeiro é preciso aceitar quem se é e aí vem o ponto:
Temos que saber onde estamos e onde queremos chegar. Precisamos nos autogerir e confiar aos poucos, em passinhos de bebê.

O encanamento evolutivo

Não adianta tentar pular etapas, pois isso pode gerar um impedimento no fluxo evolutivo. Cada passo da nossa vida é importante para trazer os ensinamentos e experiências necessários no próximo nível. Como em um grande encanamento que se afunila, devemos nos polir, nos lapidar para não interromper o fluxo. Pode-se perceber que, a panela do sapo tem o bocal ligado direto no encanamento.

Somos seres sociais, portanto, interagimos e dependemos de outras pessoas, assim como elas dependem de nós. Quando paramos e interrompemos o nosso fluxo de vida, acabamos interrompendo o de quem está em volta, gerando um caos que pode causar afastamento de amigos ou familiares, término de relacionamentos ou desavenças profissionais, pelo simples fato do processo não estar andando no ritmo saudável. Seguir este ritmo é exatamente o que leva as pessoas à satisfação.

Há aqueles que não querem assumir a posição de liderança, estes se contentam em achar uma válvula e se prender a ela, sair do jogo. Estes devem arcar com as consequências de sair dos canos, de parar, de, no mínimo deixar de crescer em certo ponto. Devem ser respeitados.

Entretanto, as pessoas que tem o instinto de tomar a frente e querem sempre galgar postos altos, não só de status, mas de decisão, de liberdade, estes são os inconformados, os que buscam desafios, mudam as coisas. Eles precisam conhecer muito bem a si mesmos para cada vez mais encontrarem desafios e ajudar, não só a si mesmos, mas aos seus seguidores.

E você? Está disposto a começar a liderança, ao menos, da sua vida?

É necessário uma alta dose de autoconsciência para romper com a inércia e a desatenção, superar atos improdutivos e, através do persistente processo de buscar, se perdoar, se autogerir, você poderá chegar aonde definiu, lá em cima.

Onde você quer estar daqui 15 anos? Quer ser o sapo escaldado ou atravessar todo o encanamento? Quer continuar assim ou quer fazer algo especial?

A única coisa que nós precisamos para sermos o que sonhamos é abrirmos nossas mentes para quem somos

Até logo,