Category Archives: Uncategorized

React | Universal | Flux

Boas práticas, HTML, Javascript, Uncategorized Leave a reply

Olá, tudo bom?

A pegada de hoje é React.

Estou brincando com essa criança há algum tempo, mas criando coragem para escrever algo aqui.

Pra começar, vamos conhecer o bichinho:

 

Sério, no começo dá muito susto: “Ah Deus!? O que esse DIV está fazendo no meio do meu Javascript?”

Bom, é essa a pegada mesmo. A minha visão é bem simples: Se está tudo junto, fica mais fácil manter. (Mas é opinião totalmente pessoal).

Bom, eu gosto de usar o Webpack e realmente é um tédio configurar tudo

Certo, mas o que é o React? Um novo framework tipo Angular? NOOOOOOOOOOOO.

O React é uma biblioteca e o objetivo não é fazer muita magia. Basicamente, o pessoal do Facebook pegou o JSX (que nem é assim tão novo), juntou com o conceito de componentes, máquina de estados com um lifecycle definido e abstraiu o DOM, para oferecer uma ferramenta de grande performance no desenvolvimento de aplicações web.

Mas sozinho o React é só uma lib que ajuda a fazer componentes. A pegada monstro é justamente o conjunto de coisas que usamos com ele.

Como ele é abstrato, 100% em JS, todo o processamento pode correr solto do DOM e, portanto, do navegador. Isso significa que o seu Node.js rodando no servidor pode processar uma página inteira em React e cuspir tudo no output direto no HTML. o.O pode isso mesmo produção? Sim, chamam-se universal apps. A pegada é você renderizar o elefante no server-side e o front-end assume daí, melhorando a experiência da primeira carga e ajudando no SEO.

Bom, se ele pode rodar no servidor, então entramos no universo dos isomórficos, que são utilitários em JS que foram pensados para se comportar de maneira compatível com o navegador e com um ambiente back, tipo Node. Um exemplo disso é o isomorphic-fetch, uma lib que porta o fetch da W3C para a filosofia e permite requisições http com a mesma API dos dois lados.

Certo, então vamos sumarizar: O React é uma biblioteca para fazer componentes em JSX e que pode rodar no servidor.

Ok, mas com isso ainda não dá para fazer uma aplicação realmente atraente. Então, de novo o pessoal do Facebook idealizou o Flux, que também não é um framework, mas sim uma filosofia de arquitetura para a estruturação de uma aplicação web (Ahn?!).

Diagrama do Flux

(fonte: Site do Flux)

O Flux é a forma com a qual a sua aplicação trafega os dados. Assim como o Angular tem todo aquele way-of-life e filosofia, com o Flux você arquiteta a sua aplicação de forma transparente os dados em apenas uma direção.

Basicamente, não tem two way data binding (tá, tem, mas vamos colocar que não, pois é melhor assim). Os dados são consumidos de Stores pelos componentes e, quando uma ação for modificar o estado da aplicação, ela envia uma mensagem para uma função que irá cuidar de atualizar a Store… dessa maneira, todo o estado da aplicação fica seguro e mais fácil de ser mantido, já que não está em uma festa distribuída de objetos, largados no seu app.

Mas pera pera pera… e o tal estado da máquina de estados do componente? A idéia é que, com o Flux, você abstraia o estado do componente no estado que ele irá receber. (Isso é muita adrenalina de uma vez só).

Para ficar ainda mais bonito, a gente enfim encontra o ES2015, cheio de habilidades superpoderosas, que irão ajudar no desenvolvimento.

Assim,

– O React ajuda a fazer componentes;
– Com o Node eu renderizo minha aplicação no servidor;
– Os dados trafegam de maneira segura e são armazenados segundo a filosofia do Flux;
Tudo isso bonitinho com ES2015.

Isso!

Conclusão

Sua aplicação fica mais performática (não espera mágica tá… depende de você seguir direitinho a pegada), você tem uma grande variedade de componentes que já existem e facilidade de criar os seus e, enfim, fica mais rápido desenvolver na web e até mobile e desktop.

Até mais.

Ps. E olhe, React é bonito, mas ficar configurando o ambiente acaba ficando bem chato, então, se você quer começar a programar nisso, é bom que encontre um bom projeto base ou use um gerador #ficaadica

Nozes e Evolução

Uncategorized 1 Reply

Olá, tudo bem?

Faz tempo que não escrevo nada… acho que foi algo como um branco de criatividade e uma falta de motivação… mas, hoje eu estava filosofando e percebi que precisava expressar algumas visões.

Digo que, o fenômeno mais curioso de uma sociedade como a nossa, verticalizada e baseada em interesses e influência, é a existência do famoso “puxa saco”. Sim, sabe aquele chefe, colega ou amigo que adora sorrir quando esfregam <algo> (substituam <algo> por qualquer coisa que vier à mente) na cara deles? Então.

Este indivíduo é nocivo para as relações sociais pelo simples fato de que ele é o elo mais frágil da corrente. Digo isso pois, quando a figura de poder à qual ele cria o vínculo de dependência apresenta um concorrente ou reduz a reciprocidade, a criatura troca de time, prejudicando todo o equilíbrio de uma máquina organizada.

Não me interpretem mal, pois eu não estou falando das figuras que elogiam atos brilhantes, ou os braços direito que reconhecem resultados positivos e fazem comentários pertinentes. O puxa saco é o cara que faz questão de levantar e fazer qualquer elogio só pra ganhar reconhecimento, mesmo que não tenha nexo algum que seja feito naquele momento.

Esta criatura é alimentada pela verticalização. Existe única e exclusivamente como reflexo da necessidade de se ancorar ao patamar acima, sendo o resultado banal da falta de autoestima, proveniente de uma ampla concorrência por poder e uma necessidade comum de segurança. Pensem comigo, se todo emprego ganhasse o mesmo salário e não houvesse chefes nem donos, apenas líderes e orientadores, será que haveriam tantos puxa sacos? Será que você não iria realmente fazer o que quer ao invés de ficar se pendurando nos outros?

Eu não quero dizer que eles estão aqui apenas por existir cargos de poder, mas que, se todos tivessem noção de que estão comprometidos em algo e tudo que fazem gera resultados para si mesmos, qual a necessidade de se grudar em alguém?

E mais, eles podem desenvolver dois perfis de relacionamento: Simbiose ou Parasitismo.

O simbiota é aquele puxa saco básico, que gruda ali do lado e trabalha como “papagaio de pirata”, apresentando um amor meio platônico por seu hospedeiro. Normalmente sua função causa apenas um pouco de desconforto e, enquanto ele não possuir influência ou poder, não causa grandes danos além de tornar todas as conversas informais algo meloso e desagradável.

Já o parasita, este sim é o tipo maravilhoso que acaba com a qualidade de vida da sociedade. Imagine aquele papagaio sorridente agraciando-se dos olhos de um diretor em uma empresa. O parasita recebe louros, pois acariciar alguns membros pode gerar um certo grau de confiança. Quando este indivíduo chega neste nível, começa a sugar daqueles que puxa o saco, se aproveitando para conhecer suas fraquezas e se embrenhar até o ponto de derrubar o acometido, como se tivesse valor nulo ou nunca fosse importante. Ele puxa o saco de qualquer um que possa lhe fornecer informação ou conteúdo que lhe de mais força.

Ambos modelos são destrutivos, pois pensemos bem: A sociedade capitalista exige uma evolução constante e, quando não evoluímos, caímos.

Os degustadores de nozes quebram a linha natural das coisas e acabam apagando o brilho de um potencial, substituindo-o pelo brilho de uma pepita de pirita e tudo isso pois, convenhamos, todos nós no mundo atual estamos buscando algo melhor, crescer, vencer ou simplesmente segurança e, dificilmente vamos conseguir algo por nós mesmos enquanto houverem pessoas com disposição para degustar os dedões de um ou dois figurões por aí.

Portanto pense: Se você é o puxa saco, será que sua vida não seria melhor se você estivesse realmente lutando para estar onde quer estar? E, se você é o de saco puxado, vale realmente a pena ser endeusado por alguém tão fraco de moral ou espírito?

Nós precisamos nos organizar pois, na sociedade que estamos criando, quaisquer relações podem ajudar ou destruir as nossas instituições e, unidos, sempre consegue-se mais força. Enquanto convivermos com estes insetos exteriores vagando por aí, como faremos as coisas que realmente viemos para fazer e como receberemos os resultados de acordo com os nossos atos de maneira justa? E que nos motive?